Bom Despacho - Cidade da Senhora do Sol Busca Contato Ajude Você Também

 

[início] - [História]

A Saga da Estrada-de-Ferro Paracatu (EFP)

Entrevista com um dos últimos ferroviários de Bom Despacho
Mapas e Imagens
Fotos do Museu Ferroviário em Bom Despacho
Textos sobre a EFP
A Locomotiva 325 (texto e fotos)
A EFP e Consolidação do Município de Bom Despacho - 1
A EFP e Consolidação do Município de Bom Despacho - 2
Praça da Estação

As estações da EFP em Pitangui/MG e Leandro Ferreira/MG
As estações da EFP em Bom Despacho/MG
As estações da EFP em Dores do Indaiá/MG
As estações da EFP em Serra da Saudade/MG

Links Interessantes
Contribua você também, mande fotos e textos para preservar a história da EFP, clique aqui e fale conosco

 

Entrevista com um dos últimos ferroviários

por Bruno Alexandre - brunoalexandre2003@yahoo.com.br

Entrevista realizada com Manoel Werneck em 06 de fevereiro de 2003:

"Começou a ser construída em 1914,em um local chamado Velho da Taipa. Foram construídos galpões(Para alojamento de funcionários e para a oficina das locomotivas),e um reservatório para abastecimento das mesmas. Construiram a "Vila do Ferroviários"(Hoje "Vila Militar"),com o escritório da rede ferroviária(Hoje quartel)sendo concluída a as construções em 1927. O objetivo da estrada férrea era de atingir a cidade de Paracatu,e ir até Goiás,mas foi interrompida em Barra do Funchal,por terem sido encontrados solos rochosos(Pois,o trabalho da época era manual,e os túneis não eram cavados por máquinas).

Da cidade de Melo Viana até Barra do funchal foram construídos dois grandes túneis. Os trens vindos da capital,com destino a Barra do Funchal passavam pela cidade de Divinópolis, sendo ocupados pelos passageiros ou cargas,ia até Velho da Taipa,onde ia para a bitola de metro do ramal Paracatu.

Os trens passavam nas cidades de Pitangui,Blumado de Minas,Pará de Minas, Betim,BOM DESPACHO, e outras. O ramal Paracatu foi desativado, devido   construção da BR-262,suas cargas passaram a ser transportadas por caminhões, por serem mais rápidos.A rede ferroviária fechou também por começar a ter prejuízos,e era muito caro manter o ramal.

Em 1930, o núcleo ferroviário foi transferido para Divin¢polis.A Vila dos Ferroviários foi então desocupada,dando lugar aos militares,por determinação do governo Olegário Maciel."

Segundo Manoel José Werneck,representante dos ferroviários aposentados da Estrada de Ferro Paracatu.

* Manoel Werneck faleceu em 2007, mas seu sonho continua neste site.


Manoel Werneck e a locomotiva 218

 

Como Ajudar o Museu?


Interessados em ajudar o museu devem procurar:

Welington Rezende Araújo, no telefone (37) 3522-2887 ou no e-mail arw.welington@yahoo.com.br.

FAMÍLIA DE MANOEL JOSÉ WERNECK,
Rua Ardivino Alves de Souza, n 20,
Centro, Bom Despacho-MG, CEP 35600-000.

MUSEU FERROVIÁRIO DE BOM DESPACHO,
Praca da Estacao, n 741,
Centro, Bom Despacho, MG, CEP 35600-000.


Textos sobre a EFP
OS GIESBRECHTS CHEGARAM FINALMENTE A PARACATU!

No dia 18 de dezembro de 2007, escrevi para meus amigos e colegas de listas de discussão na Internet a seguinte mensagem:

“Senhores:

Tenho a grata satisfação de informar a todos que a família Giesbrecht finalmente chegou a Paracatu, com 117 anos de atraso, mas chegou.

Em 1890, um dos primeiros, senão o primeiro, emprego de meu bisavô Wilhelm (Guilherme) Giesbrecht depois de chegar ao Brasil, então com 24 anos de idade, foi o de fazer a pesquisa para o leito da E. F. Paracatu, que ligaria a E. F. Central do Brasil, na região de Sabará (Belo Horizonte ainda não existia) à cidade de Paracatu, antiga cidade mineira fundada por bandeirantes paulistas e hoje próxima à divisa com Goiás, a 220 km de Brasília.

Anos mais tarde, Wilhelm voltou a trabalhar para a construção da ferrovia, no final dos anos 1890. Esta, no entanto, chegou apenas em 1937 à estação da Barra do Funchal (município de Serra da Saudade, Minas Gerais), dali não passou e jamais chegou a Paracatu, embora mantivesse seu nome e depois ter sido encampada pela Rede Mineira de Viação, em 1934.

Hoje exatamente às 13 horas meu filho Filipe, trineto de Wilhelm, chegou a Paracatu, vindo de Brasília pela BR-040, sendo o primeiro e o único até agora da linhagem a conhecer a cidade.

Palmas para ele.

Abraços, Ralph Giesbrecht”

Filipe foi para lá a trabalho. Fez um trajeto bem diferente do que Wilhelm faria na época: São Paulo-Brasília de avião, alugando um carro em Brasília e seguindo para Paracatu. Permaneceu ali por quase uma semana, retornou pelo mesmo trajeto e jamais foi para lá novamente, mas a “missão” foi cumprida.

A Estrada de Ferro de Paracatu ficou com o nome da cidade aonde nunca chegou. Já foi extinta há anos e teve os trilhos arrancados.

Menos de um ano mais tarde nasceu Guilherme Giesbrecht, chamado de Willi, filho de Alexandre, sobrinho de Filipe e meu neto.

Texto de Ralph Giesbrecht
http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2009/10/os-giesbrechts-chegaram-finalmente.html

Textos sobre a EFP


"E.F. Paracatu
Desgarrada nos gerais: — A estrada que não mudou o sertão
Délio Araújo - Centro-Oeste nº 23 - Dez-1987
Mapa

A EF Paracatu, incorporada em 1931 à Rede Mineira de Viação (CO-22), foi uma dessas ferrovias brasileiras que nunca alcançaram sequer a cidade que lhes deu o nome e, em conseqüência, jamais obteve maior projeção econômica e histórica.

A costrução teve início em Velho da Taipa, estação da bitolinha de 76 cm da EF Oeste de Minas, na margem oeste do rio Pará, a 1/3 do caminho de Divinópolis a Paraopeba, no alto São Francisco.

Na Taipa, a EFOM tinha uma ponte sobre o rio Pará e um ramal até Pitangui.

O material rodante seguiu em truques de bitola 76 cm de Divinópolis a Velho da Taipa, pois a EF Paracatu teria a bitola de 1,00 m.

Em 1927, atingia Melo Viana, 154 km a oeste da Taipa e 24 km além de Dores do Indaiá. Em 1930, já dispunha de mais 57 km na direção oposta, de Água Suja, margem leste do rio Pará, até Pará de Minas, para ligar-se a Belo Horizonte. Faltava adaptar a ponte da EFOM sobre o rio Pará, para unir os dois trechos.

O trecho de Taipa a Bom Despacho (59 km) foi inaugurado em 31-Out-1921; até Dores do Indaiá (70 km) em 28-Dez-1922; até Melo Viana (24 km) em 29-Jul-1925; e de Água Suja a Pará de Minas, em 8-Dez-1931. O último trecho inaugurado, em 24-Abr-1937, atingiu a Barra do Funchal, 19 km a oeste de Melo Viana. Aí, a EF Paracatu estancou, pois deveria seguir para o norte até Paracatu, a 260 km em linha reta.

En 19-Jan-1931 o decreto nº 19.602 autorizou o arrendamento ao Estado de Minas da EFOM, Rede Sul Mineira (RSM), parte da EF Goiás em território mineiro e a EF Paracatu. Em 24-Jan-1931 é celebrado o contrato e forma-se a Rede Mineira de Viação (RMV). A EF Paracatu passou a ser denominada Ramal de Paracatu.

Hoje só resta o trecho de Pará de Minas a Velho da Taipa. Por vários anos, os trens ainda correram até Bom Despacho mas a siderúrgica que aí funcionava passou a usar caminhões (!). Dadas as sucessivas crises da indústria do ferro-gusa em Minas Gerais, talvez a indústria não exista mais."

fonte: http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias
/vfco/paracatu.htm

 

Links de Sites Interessantes:

http://www.anpf.com.br - Associação Nacional de Preservação Ferroviária

http://www.trembrasil.org.br - Preservação Ferroviária

http://www.unimep.br/mpf - Movimento de Preservação Ferroviária

http://www.trem.org.br - Memória do Trem

http://www.abpf.org.br - Associação Brasileira de Preservação Ferroviária

http://www.estacoesferroviarias.com.br - Estações Ferroviárias no Brasil

http://www.crl.edu/brazil/provincial/minas_gerais - Relatos dos Presidentes da Província do Estado de Minas Gerais, entre os anos de 1917 e 1931 sobre a ESTRADA DE FERRO PARACATU.

 

Saiba mais...
História de Bom Despacho

Mapas e Imagens


EFP , Colônia David Campista


Colônia David Campista e Álvaro da Silveira

Ponte EFP sobre o Rio São Francisco, entre Dores do Indaiá e Bom Despacho / MG (c) Carolina Moreira

Mapa Bom Despacho Rural 1979

Croqui da EFP

Mapa Antigo com a Malha Ferroviária em MG

Colônias Alemãs

Mapa da Malha da Rede Mineira de Viação

Mapa do Município, data desconhecida, mostra bem as estações ferroviárias, de 1958

* As imagens, mapas e croquis foram colaborações de Fred Hanke, Maria Antônia, Carolina Moreira.

Fotos

</